Gabriel Galípolo descobre que assessoria do BC boicota suas entrevistas à imprensa

    Sem aprovação da diretoria, instituição baixou norma para que comunicação passe por aval de Campos Neto, mas pedidos de entrevista com Galípolo são negados

    Foto: Reprodução/ redes sociais

    Recém nomeado diretor de Política Monetária do Banco Central, o ex-número dois do ministro Fernando Haddad (PT), Gabriel Galípolo, descobriu que tem sido boicotado dentro da instituição e impedido de conceder entrevista à imprensa.

    De acordo com informações da coluna de Guilherme Amado, no portal Metrópoles, Galípolo notou a repetição de um padrão estranho relacionado à sua comunicação.

    Apuração anterior de Mônica Bergamo, dava conta de que mesmo sem aprovação da diretoria, a instituição passou a adotar uma norma para que assuntos relacionados à interlocução com a imprensa passassem antes pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, que é considerado bolsonarista e tem travado embates com o governo Lula (PT).

    Conforme Guilherme Amado, foi o próprio Gabriel Galípolo que percebeu o boicote ao ver que a assessoria de imprensa do Banco Central não lhe repassava pedidos de entrevistas feitos por jornalistas.

    Segundo a publicação, profissionais da comunicação que procuravam o diretor do BC diretamente eram orientados a buscar a comunicação institucional para formalizar o pedido, mas tais solicitações acabavam não prosperando.

    Ao receber retorno negativo da assessoria, os jornalistas tornavam a entrar em contato com Galípolo, para questionar o motivo para ele não conceder a entrevista, quando o número dois de Haddad sequer havia sido consultado.