Gabrielli critica alta de preços da Petrobras: ‘o povo que está sofrendo’

    Também se defendeu de denúncias, são sempre “acusações administrativas” e nenhuma “ acusação criminal”

    Foto: Rodrigo Daniel/bahia.ba

    Nesta quinta-feira (31), durante a visita do pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para o lançamento da candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo da Bahia, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, falou com a equipe do bahia.ba a respeito da política de preços da estatal. Segundo ele, de 2016 para cá, o país ficar dependendo da importação de derivados, pararam “as refinarias. A construção de novas refinarias foi parada e se autorizou a criação de 400 empresas para importar derivados. Aí o país ficou dependendo do preço internacional e o povo que está sofrendo. Quem está ganhando? Os acionistas da Petrobras estão ganhando. É preciso mudar esse quadro para que a Petrobras volte a ter um papel importante no desenvolvimento brasileiro”.

    Gabrielli ainda se considerou vítima de denúncias vazias. Para ele, as denúncias são sempre as mesmas “eu tenho várias acusações sempre no mesmo tipo, acusações administrativas. Eu sou acusado utilizando a lógica do domínio do fato, como eu era presidente da Petrobras, eu deveria saber de tudo e, portanto, estou sendo punido por isso. Agora, não há nenhuma acusação criminal e nenhuma acusação direta de uma atividade minha direta sobre isso. Eu confio na Justiça e acho que vou ganhar.

    Já sobre a composição da chapa PT/MDB, Gabrielli considerou que a chapa está fechada “Jerônimo, Geraldo Júnior e Otto, tá fechada. Pior está a situação do PSDB de São Paulo. Pior está a situação de Moro. Então, essas movimentações políticas existem e são normais. A militância está unida em torno de Jerônimo, Geraldo e Otto”.

    Em relação a voltar a ter um cargo num eventual governo Lula, Gabrielli disse que já é “um homem velho”. “Não pendurei as chuteiras ainda, eu estou aqui. Não preciso ter cargo. Eu sou um militante político permanente”, finalizou.