Geddel chora em reunião com líderes da base no Planalto

    Os líderes da base aliada assinaram um documento em apoio ao ministro

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Ao comentar mais uma vez a denúncia de que pressionou o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para liberar a construção de um empreendimento em Salvador – onde adquiriu um apartamento – o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), chorou nesta terça-feira (22), em reunião no Palácio do Planalto, com líderes da base governista na Câmara.

    De acordo com a Folha, o peemedebista se emocionou quando falava do pai, o ex-deputado Afrísio Vieira Lima, falecido no começo do ano, com quem disse ter aprendido seu jeito “despachado”.

    Geddel disse ainda que não falará mais sobre o caso com a imprensa, porque o assunto está na Comissão de Ética da Presidência da República. “O assunto está encerrado. E como está na Comissão de Ética, não vou mais comentar com a imprensa. Peço que me respeitem”, afirmou o ministro.

    Conforme o colegiado, Geddel foi notificado ainda nesta segunda-feira (21) sobre a abertura da investigação e terá um prazo de dez dias para apresentar a sua defesa. Na reunião desta terça, os líderes assinaram um documento de desagravo ao ministro.

    Este não é o primeiro episódio no qual Geddel cai no choro durante uma crise política. Em 1994, ainda deputado federal, chorou várias vezes em depoimento à CPI do Orçamento.

    Uma delas foi quando o colegiado recebeu cópia de uma fita gravada com uma conversa entre o deputado João Alves (sem partido-BA) e José Carlos Alves dos Santos, na qual os dois combinaram a alteração de um parecer sobre o Orçamento redigido pelo então deputado Afrísio Vieira Lima. Geddel terminou inocentado na comissão.