Bruno sobre ‘jabutis’ em projeto de lei: ‘Geraldo Jr. tentou dar um golpe’

    'O presidente do Legislativo precisa ter responsabilidade', criticou o prefeito sobre inclusão de pontos em projeto que trata do reajuste dos servidores públicos municipais

    Foto: Mattheus Miranda | bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (UB) subiu o tom contra o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS) e antigo aliado, Geraldo Jr. (MDB), a quem acusou de tentar dar um ‘golpe’ ao incluir ‘jabutis’ no projeto que trata do reajuste dos servidores públicos municipais – o que, segundo o gestor, implicaria um impacto nos cofres municipais da ordem de R$ 300 milhões. “Uma falta de responsabilidade. Por isso nós não deixamos e não deixaremos prosperar.”, disse o prefeito ao bahia.ba nesta sexta-feira (22).

    “Geraldo Júnior está brincando com coisa séria. Geraldo Júnior mais uma vez tentou dar um golpe em uma votação na Câmara Municipal, incluindo  artigos na lei de reajuste de servidores, que ainda não havia sido fechado um acordo, que está em discussão, o que representaria impacto nas contas da cidade de R$ 300 milhões.”, criticou o prefeito, durante anúncio de detalhes da Maratona Salvador.

    Em meio a escaramuças entre o executivo e o legislativo em torno da convocação do secretário municipal da Saúde, Décio Martins, à CMS, Bruno Reis cobrou ‘responsabilidade’ do líder da Câmara, sob alegação de que Geraldo Jr. ‘não pode levar a atuação dele como presidente da Câmara como ele leva na vida’. Desde que mdebista aceitou  compor chapa ao lado do PT, do governador Rui Costa, na condição de pré-candidato a vice-governador, a relação do edil com grupo político do prefeito se deteriorou.

    “Ele fez isso lá atrás fazendo alterações na Lei Orgânica, que já é fruto de uma ação do Ministério Público contra ele, ação direta de inconstitucionalidade. Fez isso quando das alterações da Lei Orgânica e do regimento para reeleição, sem ninguém saber, sem discutir com a cidade, para antecipação da eleição e mais uma vez fez isso essa semana. Então, o presidente do Legislativo precisa ter responsabilidade. Não pode levar a atuação dele como presidente da Câmara como ele leva na vida.”,disse.