‘Gesto mais eleitoreiro’, diz Gabriel Nunes sobre isenção do IR de até R$ 10 mil

    Proposta foi apresentada pela oposição do governo Lula

    Foto: Marina Ramos/ Câmara dos Deputados

    Em meio a proposta da oposição para aumentar a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 10 mil, o deputado federal baiano do PSD, Gabriel Nunes avaliou ao bahia.ba como ‘mais eleitoreira do que viável’.

    O parlamentar destacou que a medida esbarra na Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a União de abrir mão de receita sem apresentar uma compensação correspondente.

    “Obviamente que seria maravilhoso que pudesse ter isenção do imposto de renda de até R$ 10 mil, mas você tem a Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite omitir receita sem ter a origem de outra para compensar”, afirmou.

    Nunes lembrou que a isenção atual, de até R$ 5 mil, só foi possível por conta da criação de uma contrapartida. “Foi dado o imposto das grandes fortunas para quem ganha a partir de R$ 50 mil mensais, ou R$ 600 mil por ano. Isso vai escalonando para compensar a perda de receita”, explicou.

    “Então, acredito que esse gesto da oposição seja mais eleitoreiro do que tenha possibilidade de prosperar, porque, para propor a isenção de R$ 10 mil, eles têm que indicar de onde viria a receita”, finalizou o deputado.

    Entenda a proposta

    O Partido Liberal apresentou uma emenda ao projeto de lei que expande a faixa de isenção do Imposto de Renda para todos que ganham até R$ 10 mil. A proposta foi oficializada nesta quarta-feira (1º) pelo líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante.

    O vice-líder da oposição na Câmara, deputado federal Capitão Alden (PL-BA), explicou ao bahia.ba a razão de o partido ter votado favoravelmente ao projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda, aprovado nesta quarta-feira (1º)

    Segundo Alden, a proposta “é meritória”, mas o PL rejeita que o governo compense eventuais perdas de arrecadação criando novos impostos. “O que nós não aceitamos é sufocar quem produz riqueza no Brasil: a classe média, os empresários e empreendedores”, afirmou.