Gleisi Hoffmann critica Tarcísio de Freitas em meio à crise entre Brasil e EUA

    Para ministra-chefe, governador de São Paulo estaria se afastando da defesa de políticas voltadas à população brasileira

    Foto: Wilson Pedrosa/ Fotos Públicas

    A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais nesta terça-feira (19) para criticar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por sua postura diante da recente escalada da crise entre Brasil e Estados Unidos. A declaração ocorre em um momento em que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras e impôs sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

    Em publicação no X (antigo Twitter), Gleisi acusou Tarcísio de se alinhar a interesses externos e de defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu em inquérito no STF. “Governador Tarcísio precisa entender que a soberania nacional não é algo para ‘dar de presente’, como ele acha que Lula deveria fazer diante da chantagem de Bolsonaro e Trump”, escreveu.

    Segundo a ministra, ao priorizar encontros com investidores estrangeiros e grandes empresários, o governador estaria se afastando da defesa de políticas voltadas à população brasileira. “Quanto mais se encontra com bilionários e banqueiros, mais distante Tarcísio vai ficando dos interesses do país e da população”, afirmou.

    Guerra comercial pressiona o Brasil

    O embate entre Brasília e Washington ganhou intensidade após o anúncio do tarifaço por Trump. A medida atinge diretamente o agronegócio e a indústria brasileira, setores que dependem das exportações para os Estados Unidos. Além disso, o governo norte-americano decidiu aplicar sanções pessoais contra Alexandre de Moraes, um dos ministros do STF mais críticos a Bolsonaro.

    As medidas foram interpretadas como retaliação à condução do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado e os ataques às instituições democráticas no Brasil. Bolsonaro, principal alvo da investigação, está em prisão domiciliar e cumpre medidas cautelares impostas pelo Supremo.