Governador desafia Neto a abrir contas bancárias e sigilo telefônico

    O petista também atribuiu o resultado à força do grupo político ligado ao presidente Lula no estado

    Foto: Reprodução/Youtube

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a desafiar o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) a abrir os sigilos bancário e telefônico. Nesta segunda-feira (19), durante o anúncio da abertura da sede física do CCBB Salvador, no Palácio da Aclamação, o petista retomou a disputa eleitoral de 2022 e cobrou que o adversário demonstre a própria honestidade.

    “E o mesmo desafio que o Lula fez ontem para o Bolsonaro, eu fiz aqui na campanha para ele, está de pé! Para ele poder abrir as contas bancárias dele. Se ele acha e diz que é honesto, ele abra as contas bancárias dele igual o Lula fez com o Flávio”, declarou.

    Governador questiona posição de ACM Neto sobre Lula

    Ao criticar o ex-prefeito, Jerônimo afirmou que ACM Neto ainda não teria reconhecido a derrota na eleição estadual de 2022, quando foi eleito governador da Bahia. O petista também atribuiu o resultado à força do grupo político ligado ao presidente Lula no estado.

    “Ele não quer reconhecer que perdeu as eleições para um professor. Ele não quer admitir que perdeu as eleições para um filho de vaqueiro”, disse Jerônimo, que chamou o adversário de “candidato derrotado”.

    O governador também cobrou um posicionamento de Neto sobre o chamado voto “Lula-Neto”, expressão usada durante a campanha de 2022 para associar o apoio ao petista na disputa presidencial ao voto no candidato do União Brasil para o governo baiano.

    “Ele o tempo inteiro pregou aqui junto com os deles o voto ‘Lula-Neto’. Eu espero que ele garanta esse voto. O voto ‘Lula-Neto’ ainda está mantido, candidato derrotado? Está mantido o voto Neto?”, questionou.

    Na sequência, Jerônimo afirmou que também poderia apoiar o voto em ACM Neto caso o ex-prefeito mantivesse a posição defendida naquele período. O governador, porém, levantou a possibilidade de que a associação entre os dois nomes tivesse sido usada apenas como estratégia eleitoral.

    “Porque se você pregou o voto ‘Neto-Lula’, poderia manter agora, ou você estava tentando enganar a população baiana se utilizando da pessoa do Lula?”, concluiu.