Publicado em 02/07/2026 às 06h54.

Governador detalha estratégias para democratização do espaço do TCA: ‘Garantir presenças’

Jerônimo falou sobre programação com recursos públicos para atrair população

Pevê Araújo / Gabriela Encinas
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

 

Após passar por uma reforma que modernizou suas instalações, a sala principal do Teatro Castro Alves (TCA) foi oficialmente devolvida ao público nesta quarta-feira (1º). Diante da reabertura do equipamento, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), detalhou os planos da Secretaria de Cultura (Secult) para garantir que o espaço seja plenamente democratizado e acessível a todas as parcelas da população.

“Foi feita uma programação dentro da Secult, eu encomendei ao secretário Bruno que fizesse oportunidades”, explicou o governador, sinalizando uma mudança de postura na ocupação do complexo.

Jerônimo fez uma crítica sobre o distanciamento histórico entre o teatro e os cidadãos comuns. “Esse teatro às vezes ficou muito elitizado, e o povo passa na porta, vê esse negócio gigante e não tem noção do que é isso aqui”.

O chefe do Executivo estadual afirmou que, embora o TCA continue a receber grandes espetáculos privados, o foco da gestão pública será o de quebrar barreiras financeiras.

“É claro que vão ter shows pagos, particulares, privados. Mas a gente quer garantir que, com recursos públicos, a gente possa garantir a presença de pessoas que não podem pagar com facilidade um teatro, um espetáculo, uma dança, um show, um canto”, pontuou.

Para tirar a proposta do papel, Jerônimo detalhou que a programação incluirá a atração ativa de estudantes da rede pública de ensino, além de sessões exclusivas para públicos específicos neste primeiro momento.

“Trazer estudantes para aqui para dentro, de escolas públicas municipais, estaduais, de universidade. Garantir durante esse período agora um show para os operários com os seus familiares, show para pessoas com deficiências”, revelou.

Ao celebrar a entrega da obra, o governador também relembrou a trajetória de superação do TCA, marcado por incidentes marcantes desde a sua fundação, como o incêndio ocorrido em 1958 logo após a conclusão da primeira estrutura e a ocorrência recente que afetou o teto do prédio.

“Nós tivemos na história desse teatro, em 58, quando ele foi concluso, um incêndio não permitiu que ele fosse inaugurado. Levou mais nove anos para poder ser reconstituído. Depois, recentemente agora, um novo incêndio no teto. Mas graças a Deus tá aqui devolvido e entregue”.

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