Governadores da Amazônia Legal defendem dados do Inpe sobre desmate

    Em encontro nesta sexta-feira, gestores se mostraram preocupados com aumento do desmatamento

    Foto: Divulgação/Ibama

    Governadores de sete dos nove estados que compõem a chamada Amazônia Legal demonstraram preocupação com o avanço acelerado do desmatamento na região durante encontro em Palmas, no Tocantins, nesta sexta-feira (2). Eles também defenderam os dados de desmate produzidos pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), informa o jornal Folha de S. Paulo.

    O posicionamento dos gestores ocorreu horas antes de o governo federal decidir exonerar o diretor do órgão, Ricardo Galvão, após sequência de ataques aos dados produzidos pelo Inpe e ao próprio Galvão.

    Segundo a publicação, o governador do Maranhão, Flávio Dino, e do Pará, Hélder Barbalho, foram os responsáveis, no encontro, pela divulgação de dados relativos ao desmatamento.

    Durante a reunião em Palmas, Dino afirmou que o governo federal precisa ter melhor embasamento para questionar os dados que foram divulgados. “Nós não podemos pegar um dado científico e questionar apenas ideologicamente”, afirmou.

    Barbalho destacou que o crescimento do desmatamento ilegal na área em questão é reforçado pela medição feita pelos estados. diretor do Inpe, sua exoneração foi motivada pela sua resposta aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o que teria criado uma situação de constrangimento insustentável.

    “Os governadores manifestam firmemente a preocupação com o avanço do desmatamento ilegal na Amazônia Legal e ratificam o compromisso institucional de buscar mecanismos reais que garanta, o desenvolvimento sustentável da região”, diz um trecho da denominada Carta de Palmas, que marcou o fim da 18ª edição do Fórum de Governadores da Amazônia Legal.

    No encontro, os governadores formularam o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal para defesa em bloco das pautas comuns.

    A Amazônia Legal é formada por todos os estados da região Norte mais o Maranhão e o Mato Grosso.

    Assinaram a Carta de Palmas os governadores do Tocantins, Mauro Carlesse; do Pará, Helder Barbalho; do Mato Grosso, Mauro Mendes; do Amapá, Waldez Goés; do Amazonas, Wilson Miranda; de Roraima, Antônio Olivério e do Maranhão, Flávio Dino.

    O secretário de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, Elias Rezende de Oliveira, e o vice-governador do Acre, major Rocha, representaram seus estados.