Governo apresenta projetos para regulamentar big techs no Brasil

    O encontro serviu para apresentar os detalhes dos projetos pensados para regulamentar os serviços digitais em território nacional

    Foto: Ricardo Stuckert/PR

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo, receberam nesta sexta-feira (22) no Palácio do Planalto, em Brasília, representantes das maiores empresas de tecnologia e do comércio digital.

    O encontro serviu para apresentar os detalhes dos projetos pensados para regulamentar os serviços digitais dessas big techs no país.

    De acordo com o site Poder360, as obrigações das empresas de menor e maior porte relacionadas aos serviços prestados. Em relação às plataformas, há medidas sobre retirada imediata de publicações consideradas criminosas.

    Por parte do governo, participaram do encontro:

    Samara Castro – chefe de Gabinete do ministro Sidônio Palmeira (Secom);
    João Brant – secretário de Políticas Digitais;
    Nina Santos – secretária de Políticas Digitais;
    Fabio Bello – Ministério da Fazenda;
    Ricardo Horta – Ministério da Justiça;
    Guilherme Cintia – da AGU (Advocacia-Geral da União);

    Já as big techs designaram os seguintes representantes:

    – Kawai;
    – Amazon;
    – Google;
    – YouTube;
    – ALAI;
    – Apple;
    – Uber;
    – Mercado Livre;
    – Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia);
    – Brasscom;
    – CamaraNet;
    – Shopee;
    – Expedia;
    – 99;
    – TikTok;
    – Magalu;
    – Shein;
    – Hotmart;
    – iFood;
    – Airbnb;
    – Microsoft;
    – B.;
    – OLX;
    – Meta;
    – OpenAI.

    O governo fez uma lista de crimes que devem ser detectados e indisponibilizados imediatamente pelas plataformas estão aqueles contra crianças e adolescentes, “terrorismo” e contra o Estado democrático de Direito. No caso do atentado contra o Estado democrático de Direito, compõe conteúdos relacionados a golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito.

    Citam também: lesão corporal, tráfico de pessoas, crimes sexuais, causar epidemia, crimes contra a mulher, inclusive conteúdos que propaguem o ódio ou aversão às mulheres.

    O governo sugeriu que as empresas devem prevenir e interromper:

    – crimes listados no artigo sobre notificação de crimes, imediatamente;
    – violações aos direitos da criança, do adolescente e de outros grupos vulnerabilizados;
    – condutas que comprometam a integridade das eleições e do processo democrático;
    – fraudes que usem, sem autorização, a identidade de pessoas públicas, contas ou marcas.

    A apresentação afirma que as big techs precisarão seguir regras para atuar no Brasil, com o intuito de prevenir e interromper os crimes citados acima, disponibilizar relatórios de transparência à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados).

    Os deveres que as big techs devem seguir de acordo com a apresentação saõ:

    – ter escritório no Brasil e oferecer serviço de atendimento ao consumidor;
    – avaliar e mitigar riscos sistêmicos desde a concepção dos serviços até sua execução;
    – ter protocolos para emergência pública;
    – fazer auditoria externa e independente;
    – usar mecanismos para elevar a transparência sobre a confiabilidade de conteúdos;
    – mitigar usos inautênticos dos serviços e voltados para conteúdos ilícitos;
    – viabilizar inspeções in loco;
    – publicar relatório de transparência;
    – conferir tratamento isonômico e não discriminatório na oferta de serviços;
    – adotar infraestrutura tecnológica adequada e resiliente.