‘Governo Bolsonaro sabotou agenda de direitos humanos’, afirma Felipe Freitas

    Secretário acredita que o maior desafio do governo Lula serão 'as ameaças e violências que as pessoas sofrem por diferentes motivos'

    Foto: Jamile Amine/ bahia.ba

    O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), Felipe Freitas, que tomará posse nesta terça-feira (10), afirma que o “governo Bolsonaro sabotou a agenda” em âmbito nacional. “O governo Bolsonaro nos últimos quatro anos sabotou a agenda de Direitos Humanos. Isso teve um efeito dramático, considerando que uma parte importante dos recursos dessa pasta são oriundos dos termos de parceria e das cooperações com o governo federal que foram todas bloqueadas nos últimos quatro anos”, diz Freitas em entrevista ao jornal A Tarde.

    Felipe Freitas acredita que o maior desafio do governo Lula serão “as ameaças e violências que as pessoas sofrem por diferentes motivos”. “Esse tema das pessoas ameaçadas e vivendo em situações de conflitos fundiários é uma preocupação muito séria na agenda de Direitos Humanos em todo o país. E ao lado disso, me parece que a violência urbana também é um problema nacional muito sério que se fortaleceu com o tráfico de armas, e que vai também demandar muita atenção por parte do governo federal.”

    O secretário disse ainda que tem comprometimento do governo federal, por parte dos ministros dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, e da Justiça, Flávio Dino, com projetos para a Bahia. “Ambos expressaram de maneira muito enfática o desejo de desenvolver muitos projetos com a Bahia e disseram que em breve pretendem vir ao estado para poder apresentar as primeiras ações e plano de trabalho tanto no campo da Justiça e da Segurança Pública, quanto no tema dos Direitos Humanos.”

    Felipe Freitas avalia como acertada a decisão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de desmembrar direitos humanos e desenvolvimento social, que, agora, têm uma secretaria específica para cada segmento. “Vai nos conectar melhor com a agenda do governo Lula, sendo de fortalecimento tanto a agenda de desenvolvimento social quanto a agenda de Justiça e direitos humanos.”