‘Governo de almofadinhas’, diz Florence sobre gestão de Neto

    O petista ainda disse acusou o democrata de piratear as obras do governo do Estado para ficar com o crédito

    (Foto: Evilásio Júnior / bahia.ba)
    (Foto: Evilásio Júnior / bahia.ba)

    O deputado federal Afonso Florence (PT-BA) classificou a gestão do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), como “de almofadinhas”, pois, segundo ele, é feita para turista.

    “O prefeito tem uma avaliação que é expressivamente positiva, pois não houve debate sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que exclui interesses dos mais pobres e favorece o interesse das construções civis. É um governo de almofadinhas. Cidade feita para os turistas. Gasta R$ 60 milhões na [requalificação da] Barra em 6 km e, no Subúrbio, gasta um valor irrisório, de R$ 6 milhões para 60 km”, disparou.

    O petista ainda disse que o democrata pirateia as obras do governo do Estado para ficar com o crédito. “Há muito tempo sabemos que a prefeitura botava placa em obras do governo. Hoje as pesquisas de opinião mostram que as pessoas acham que as obras do governo são da prefeitura. Ou seja, deu certo”, pontuou.

    Vice – O parlamentar descartou a possibilidade de concorrer a vice-prefeito de Salvador, fato cogitado pelo presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação.

    “O PT vem defendendo a tese de unir todos os partidos. Candidatos que lutam pela democracia e lutaram contra o golpe. Agora estou com uma tarefa nacional de grande liderança política”, despistou.

    Isidório – Uma das queixas de integrantes da base sobre a demora na definição é de que uma das únicas ações eleitorais do governador Rui Costa foi colocar o deputado estadual Pastor Sargento Isidório, pré-candidato a prefeito da capital baiana, no PDT para concorrer ao pleito. Para Florence, a afirmação não tem lógica.

    “Os partidos são autônomos. É normal da política, em diálogo com o parlamentar, dizer: ‘Olha, fiquei sabendo que você está simpático ao partido. Quer entrar?’. Mas se não tiver interesse político, o governador não manda na vida de Isidório. O governador tem uma base ampla”, disse.