Governo do Rio corta secretarias e programas em pacote contra crise

    Também foi anunciada a elevação da alíquota de contribuição para servidores e aposentados, dos atuais 11% para 14% dos vencimentos

    Foto: Reprodução/ Agência Brasil

    O governo do Rio de Janeiro anunciou oficialmente nesta sexta-feira (4) uma série de medidas para equilibrar as contas do estado, entre elas o corte de secretarias – de 20 para 12 – e fim de programas sociais destinados a famílias de baixa renda, como o Aluguel Social, o Renda Melhor e os restaurantes populares, segundo o Globo.

    Também foi anunciada a elevação da alíquota de contribuição para servidores e aposentados, dos atuais 11% para 14% dos vencimentos. Atualmente isentos de qualquer cobrança, os inativos e pensionistas que ganham menos que o teto previdenciário (de R$ 5.189) passarão a contribuir com 30% de alíquota extraordinária, criada para durar 16 meses, a princípio.

    No caso de servidores e aposentados que recebem acima do teto, essa cobrança temporária será de 16%, somando uma alíquota acumulada de 30%. Caso aprovadas, as ações vão gerar receita extra de R$ 13,3 bilhões em 2017 e R$ 14,6 bilhões em 2018, conforme a administração fluminense.

    “Essas medidas mostram que podemos enfrentar a crise com todo mundo junto. Não temos como garantir folhas de pagamento se não tomarmos essas medidas”, declarou o governador Luiz Fernando Pezão. O chefe do Executivo estadual disse ainda que “não queria tomar as medidas”.