Governo só deve mandar reforma tributária quando conseguir 340 votos, diz Barros

    Líder do governo na Câmara disse que o texto da reforma apresentado a líderes dos partidos enfrentou resistência em várias bancadas

    Foto: Maryanna Oliveira/ Agência Câmara

    O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que o texto da reforma tributária só será enviado à Câmara quando tiver 340 votos para aprovação. Em entrevista ao jornal O Globo nesta segunda-feira (28), o progressista disse que o texto da reforma apresentado a líderes dos partidos enfrentou resistência em várias bancadas.

    “Vamos construir alternativas para construir uma maioria que garanta pelo menos 340 votos a fim de ter segurança para pôr a proposta em votação. Foram propostos 18 itens e eu não vou dizer qual tem maior resistência. Podemos alterar o texto, mas isso precisa passar pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e por líderes dos partidos”, afirmou Barros.

    De acordo com a publicação, fontes que acompanharam as reuniões no final de semana afirmaram que houve sinalização de consenso até a noite de domingo (27). O impasse foi agravado nesta segunda, o que leva à tendência de adiamento da votação do veto à desoneração da folha de salários de setores da economia, prevista pra quarta-feira (30), em sessão conjunta no Congresso. Segundo Barros, isso depende ainda de negociação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

    A proposta de reforma tributária que o governo quer aprovar inclui 18 itens, entre eles a criação de um imposto sobre transações financeiras.