Governo traça rumo para a Bahia entrar definitivamente nos trilhos

    "Estamos caminhando exatamente para facilitar e baratear a logística"

    Foto: Elói Corrêa/GOVBA
    Foto: Elói Corrêa/GOVBA

     

    Se tem uma coisa do governo Bolsonaro que bate bem entre os baianos é a ação do ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura). Ele simplesmente tocou obras inacabadas, entre elas a Fiol, que vai conectar o oeste ao Atlântico. E também, no embalo do novo Marco Legal das Ferrovias, abrir novos trilhos para o futuro.

    No encontro promovido pela Federação das Indústrias (Fieb), que reuniu empresários de todos os segmentos, do agronegócio, do comércio, Marcello Costa, secretário Nacional de Transportes Terrestres, deu o toque do ‘tempo novo’.

    Antes, a ferrovia era do Estado, alguma empresa explora sob concessão, mas o investimento é estatal. Agora, o governo autoriza o cidadão a fazer com dinheiro dele, que ganha o direito de explorar por 99 anos renováveis por mais 99. Ou seja, chega para além do tetraneto.

    Banda podre

    Diz Marcello que no país já tem 40 empresas ou grupos interessados, três deles na Bahia.

    — Estamos caminhando exatamente para facilitar e baratear a logística.

    E como fica nessa história a VLI Multimodal S.A., empresa que administra a Ferrovia Centro-Atlântica, motivo de muitas queixas?

    — Nós vamos aceitar a parte dos trilhos que eles não usam de volta, mas desde que indenizem o Estado pelo tempo que não usaram.

    Enfim, que os trilhos do futuro acertem o prumo, porque os do passado descarrilharam.