Grupo armado bolsonarista usava chácara para treinamento paramilitar

    Local foi alvo de mandado de busca e apreensão no domingo (21), quando policiais encontraram fogos de artifício, celulares, facão e cofre

    Foto: Divulgação/ Polícia Civil DF

    O grupo armado ‘300 do Brasil’, apoiador do governo de Jair Bolsonaro, usava uma chácara no Distrito Federal para treinamento paramilitar e reuniões. O local foi alvo de mandado de busca e apreensão no domingo (21), quando policiais civis encontraram materiais como fogos de artifício, celulares, facão, cofre e um caderno de anotações que parecem prestação de contas.

    Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22), o delegado Leonardo Castrou explicou que há indícios de que a ação do grupo poderia ser configurada como associação criminosa ou milícia privada.

    “Os suspeitos já disseram que guardam armas e, durante a semana, declararam que na manifestação de domingo haveria uma grande surpresa para os governantes. Isso fez a polícia apressar a realização de buscas”, declarou, de acordo com informações do UOL.

    Segundo a publicação, o grupo teria migrado para a chácara após outro quartel ter sido desmobilizado. Havia serviço de inteligência para impedir que a polícia chegasse ao local.

    A operação na chácara, que fica na região de Arniqueiras, é parte da investigação sobre a prática de supostos crimes de milícia privada, ameaça e porte ilegal de armas. A ação aconteceu uma semana após a sede do Supremo Tribunal Federal ter sido atacada com fogos de artifício.

    A chácara alvo dos mandados seria propriedade de André Luiz Bastos Paula Costa, empresário goiano membro de grupo bolsonarista. Segundo o UOL, Costa é investigado por ameaçar o governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, em postagens nas redes sociais.

    Além do ‘300 do Brasil’, o imóvel também era usado por ‘Patriotas’ e ‘QG Rural’.