Guedes chama servidores de militantes, e descarta abertura de concursos públicos

    Segundo ministro, outros governos fizeram as seleções para 'aparelhar o Estado'

    Foto: Alan Santos/ Presidência da República

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou os altos salários e a estabilidade no serviço público. Ele comparou o serviço com o prestado em países da Europa e reclamou dos benefícios ofertados. De acordo com o ministro, em audiência pública sobre a reforma administrativa, nesta terça-feira (11), os trabalhadores têm direito a 20 carros.

    “Nós somos servidores, não somos autoridades. Que história é essa, tirar carteirinha, falar eu que mando, é assim, é assado, sou cheio de privilégios, ganho mais que todo mundo, tenho estabilidade? Que história é essa? Nós somos servidores”, afirmou.

    “Vejam como os servidores nas democracias avançadas atuam. Vejam o servidor na Noruega, na Suécia, ele anda de metrô, às vezes de bicicleta. Ele não tem 20 automóveis, mais 50 servidores, mais 30 assessores. Não é assim. É algo sempre bem modesto. Não é uma corte. É algo mais modesto, é algo mais meritocrático”, continuou.

    Ainda na audiência, o ministro descartou a abertura de novos concursos públicos. Guedes afirmou que não vai repetir o que, segundo ele, teria sido feito nos outros governos, de realizar concursos para aparelhar o Estado com “militantes”.

    “Poderíamos, assim como outros governos, estar abrindo concursos públicos, colocando gente para dentro, para aparelharmos o Estado e termos bastante militantes trabalhando para nós no futuro. Não estamos pensando assim, estamos pensando nas gerações futuras”, completou.