Haddad acredita que Brasil será poupado de tarifaço do governo Trump

    Na opinião do ministro, causará estranheza caso país sofra com alguma retaliação comercial

    Foto: Diogo Zacarias/MF

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (1º), que acredita que o Brasil será poupado das novas tarifas criadas pelo governo dos Estados Unidos. Na opinião dele, causará estranheza caso o país sofra com alguma retaliação comercial.

    “Os EUA têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil, até porque é superavitário tanto em relação aos bens, quanto em relação aos serviços”, disse Haddad, em viagem a Paris, nesta terça-feira (1º).

    O ministro explicou, ainda, que o comércio bilateral é superavitário para os EUA uma vez que o Brasil importa mais do que exporta para o país norte-americano. Com isso, ele entende que não há motivos para taxação dos produtos brasileiros.

    “Causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos na mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, completou o ministro da Fazenda.

    O entendimento é o mesmo do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin.

    “[São] US$ 25 bilhões de superávit para os EUA. Dos dez produtos que mais exportam para o Brasil, oito são de tarifa zero, não tem imposto de importação. E a tarifa média final de todos os produtos e serviços é 2,7%. Então, o Brasil não é problema para os EUA”, justificou Alckmin.