O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu, nesta segunda-feira (22), o fortalecimento da construção civil no país e a ampliação do crédito para o setor imobiliário. Haddad participou do lançamento do “Programa Acredita”, que possibilita a renegociação de dívidas de pequenos empresários, além de um crédito imobiliário voltado para a classe média, de acordo com informações da CNN Brasil.
“Não tem país conhecido que tenha chegado a patamares elevados de desenvolvimento econômico sem passar pelo fortalecimento da construção civil”, disse o ministro.
Segundo ele, a construção civil “é uma preciosidade em todo lugar”. Haddad ainda disse que ampliar o acesso de crédito é uma “alavanca imprescindível” para o desenvolvimento de qualquer país.
“Nenhum país se desenvolveu sem essa alavanca e não olhando para um segmento do setor produtivo, mas olhando para aqueles segmentos, todos que podem fazer diferença em conjunto”, declarou o ministro.
Na mesma linha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, durante o evento desta segunda, sem crédito, o país não vai a lugar nenhum. O presidente evitou criticar a taxa de juros. Atualmente, a taxa Selic está em 10,75% ao ano, conforme decisão mais recente do Comitê de Política Monetária do Banco Central.
“Sem crédito, esse país não vai a lugar nenhum. Eu não quero nem falar mal de juros, porque se não as manchetes dos jornais vão ser essa e não o (programa) Acredita”, disse Lula.
Programa Acredita
O governo federal lançou, nesta segunda-feira (22), um programa de renegociação de dívidas voltado para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. A iniciativa terá uma plataforma de renegociação, aos moldes do Desenrola – que já renegociou mais de R$ 50 bilhões em dívidas de 14 milhões de brasileiros.
Segundo o governo, as negociações terão como garantia o Fundo Garantidor de Operações (FGO). Na prática, o FGO assegura o pagamento das dívidas dos credores, ainda que as parcelas negociadas não sejam quitadas.
Além disso, a iniciativa permite o pagamento de juros no período de carência, o que, de acordo com a equipe econômica, “contribui para uma melhor organização financeira dos tomadores de crédito”.

