Publicado em 28/05/2020 às 16h28.

Heleno diz que não houve ameaça de intervenção: ‘Ninguém pensa nisso’

Apesar disso, chefe do GSI afirmou que haveria "consequências imprevisíveis para a estabilidade", caso celular de Bolsonaro fosse apreendido

Redação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou que sua nota foi distorcida e não falou em intervenção militar. O aliado de Jair Bolsonaro se referia ao trecho da nota, publicada na semana passada, na qual falava em “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” caso o celular do presidente fosse apreendido.

A nota foi uma resposta ao encaminhamento do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de pedidos de parlamentares e políticos à Procuradoria-Geral da República. Um deles é a apreensão do celular de Bolsonaro.

“Não falei em Forças Armadas, não falei em intervenção militar. Teve gente que disse que aquilo ali é o preâmbulo de uma intervenção militar, que agora virou moda. Isso é um absurdo, ninguém está pensando nisso, ninguém conversa sobre isso, ninguém pensa nisso”, afirmou o ministro, de acordo com o G1.

Heleno também disse que intervenção militar “não resolve nada”, apesar das manifestações bolsonaristas que pedem o fechamento do Congresso e do Supremo a partir de atuação das Forças Armadas. O ministro afirmou que esses atos são isolados.