Ilhéus espera o Porto Sul para entrar no 3º tempo, depois dos coronéis e da bruxa

    Sem dúvida, será um tempo novo

    Imagem: animação/governo da Bahia
    Imagem: animação/governo da Bahia

     

    lhéus, que em matéria de grana viveu os seus dias de glória tão bem retratados por Jorge Amado na época dos coronéis, pulou para o inferno a partir do fim dos anos 80 com a chegada da vassoura de bruxa, e agora vislumbra o terceiro tempo no mesmo cenário: o Porto Sul, emblema maior dos projetos que vão redesenhar o mapa econômico da Bahia.

    A Bahia Mineração (Bamin), que vai explorar a mina de ferro em Caetité, construir e operar o Porto Sul, prevê o primeiro embarque para 2025. E tudo vai acontecer conforme o previsto?

    Cronogramas

    —Com a palavra Daniel Medeiros, gerente geral de comunicação, sustentabilidade e relações institucionais da Bamin:

    — O cronograma do Porto está diretamente relacionado ao da Fiol, assim como o da mina. O leilão da Fiol estava previsto para setembro agora, e foi adiado para o início do próximo ano. O que eu posso garantir é que da nossa parte, está pronto.

    O investimento total é de R$ 10 bilhões, entre porto e mina. Só na construção, serão 10 mil empregos diretos, e 60 mil indiretos. Na operação, 1.500 diretos e nove mil indiretos, com a expectativa de embarcar dois milhões de toneladas de ferro por ano.

    Mas a convergência da Fiol para o Porto Sul trará também a produção do agronegócio do oeste baiano, pequenas minas e tudo que achar pelo caminho. Sem falar na ZPE, já engatilhada, outro impacto forte. Sem dúvida, será um tempo novo.