Influencer Monark diz à PF que não incentivou atos golpistas

    O influenciador é acusado de disseminar informações falsas sobre o STF e as eleições

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    Foto: Reprodução, Youtube/Flow Podcast

     

    O influenciador Monark negou à Polícia Federal que estimulou os atos golpistas de 8 de janeiro e seguiu com ataques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Monark foi ouvido pela PF nesta quinta-feira (29). A corporação tomou o depoimento por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em desdobramento do inquérito que investiga os atos de 8 de janeiro.

    “QUE afirma ser falso o incentivo à invasão ao congresso e aos prédios públicos; QUE não estimulou a manifestação e afirma que suas falas no tweet sobre a manifestação foram apenas sentindo empatia pelos sentimentos de revolta que alguns manifestantes demonstravam; QUE, em momento algum, incentivou a manifestação e a depredação”, afirmou, segundo relato da PF.

    Ao longo do depoimento, o influencer manteve as críticas ao TSE, mas não apresentou provas a respeito de supostas fraudes nas eleições.

    “QUE, questionado se acredita que, em suas palavras, o TSE praticou ‘maracutaia’ para influenciar nos resultados das eleições, respondeu que acredita que, dado o contexto de como ocorreram as eleições, desconfia que não houve transparência; QUE não tem certeza de que houve fraude, mas como cidadão tem essa desconfiança”, afirmou.

    O ministro proibiu Monark de disseminar notícias falsas a respeito da atuação do Supremo e do TSE. A pena para o descumprimento é multa de R$ 10 mil.