Marcada para a próxima segunda-feira (7), a audiência mediada pelo Ministério Público para discutir o impasse entre prefeitura de Salvador e governo sobre a integração entre os ônibus e o metrô foi desmarcada.
De acordo com o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota, uma nova data ainda será marcada pela promotoria, mas uma das exigências do Estado para aceitar a proposta do Thomé de Souza de reduzir em 4% o valor do ICMS sobre os combustíveis, está fora de cogitação: o corte de linhas de coletivos que concorrem com o modal sobre trilhos.
“Nós temos que ter cuidado com isso, porque nós não podemos obrigar a população a andar de metrô. Nós temos que dar a opção de ele andar de metrô. O que nós defendemos é que a questão da decisão seja individual, de cada um. O usuário é que vai definir se ele vai de metrô ou se ele vai de ônibus. Nós não podemos impor. Nós não podemos integrar pessoas. Nós integramos linhas. Então, nós vamos dar a possibilidade de todas as linhas da cidade do Salvador estejam integradas com o metrô”, disse o titular da Semob, em entrevista ao bahia.ba, nesta segunda (31), durante o evento de assinatura de contrato de financiamento do BRT entre o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal, no Sheraton Hotel da Bahia, no Campo Grande.
No entanto, a pasta admite reconfigurar os itinerários a partir da inauguração do BRT, que irá reduzir a viagem entre a Lapa e o Iguatemi sobre pneus para 16 minutos. “Evidente que sim. O BRT de Salvador está na área em que nós temos a maior demanda de viagem de ônibus. Não faz sentido você ter ônibus competindo com BRT, até porque o BRT é um ônibus duplo, com ar-condicionado, com poltrona diferenciada”, ponderou Mota.
Sobre o outro ponto requerido pelo Palácio de Ondina, a não cobrança de passagem nos ônibus urbanos para os usuários da Região Metropolitana, o secretário condiciona o benefício justamente à resolução do motivo do imbróglio: a integração plena.
“Em relação ao passageiro metropolitano, na hora em que você fizer a integração universal, que é o que a gente está propondo, está resolvido esse problema. Então, não é ponto de conflito. Lembrando que a questão do ICMS, o que nós estamos pleiteando, é a compatibilidade da tarifa. Hoje, 40% ficam com o ônibus, 60% ficam com o metrô. A gente está sugerindo que seja meio a meio. Como o governo do Estado diz que não tem como mexer na questão monetária, nós sugerimos, então, que se mexa na questão do diesel, que vai dar, no final, o meio a meio da tarifa. Resolvendo isso, se faz a integração universal. Fazendo a integração universal, você inclui todos os passageiros que circulam na cidade do Salvador, independentemente de ele vir de ônibus metropolitano, de metrô ou de ônibus”, disse.

