Interesse acadêmico pelo STF cresceu 20 vezes em 20 anos, afirma livro

    De 2004 a 2008, foram encontrados apenas seis textos sobre a Corte na plataforma SciELO, que reúne as principais publicações científicas do Brasil

    Foto: José Cruz/Agência Brasil
    Foto: Carlos Moura / SCO / STF

     

    Em 2004, o Supremo Tribunal Federal (STF) era apenas mais um órgão do Judiciário desconhecido dos brasileiros. Vinte anos depois, os ministros chegam a ser mais populares que alguns jogadores da seleção brasileira de futebol. A informação é da coluna Radar, da revista Veja.

    De acordo com a publicação, o crescente interesse pela Corte também teve reperecussões na academia, como aponta o jurista Daniel Augusto Vila-Nova Gomes no livro “#Supremologia: o Supremo Tribunal Federal nas encruzilhadas do direito e da política no Brasil”.

    Publicada pela editora Amanuense, a obra será lançada em Brasília na quarta-feira (6), às 18h, na biblioteca do STF.

    Vila-Nova revisou no livro os artigos científicos sobre o Supremo publicados nos últimos 20 anos. De 2004 a 2008, foram encontrados apenas seis textos sobre a Corte na plataforma SciELO, que reúne as principais publicações científicas do Brasil. Entre 2019 e 2022 foram 128 artigos, 21 vezes mais.

    No recorte pós-pandemia, de março de 2020 a maio de 2023, foram mais de 100 artigos. Ou seja, o número de publicações nos últimos três anos equivale a um terço de toda a produção das últimas duas décadas.