Publicado em 02/06/2020 às 17h15.

Investigado em inquérito sobre fake news acusa STF de impedir acesso aos autos

Youtuber é apoiador de Bolsonaro e está sendo investigado por disseminar supostas notícias falsas

Raphael Minho
Foto: Reprodução/YouTube
Foto: Reprodução/YouTube

Em uma publicação na sua conta no Twitter, na tarde desta terça-feira (2), o youtuber bolsonarista Bernardo Küster afirmou ao retuitar o advogado, que o Supremo Tribunal Federal (STF) não quer receber os seus advogados para ter acesso aos autos do inquérito que ele declarou ser “ilegal”. O influencer político é suspeito de participar de uma rede de disseminação de notícias falsas que seria comandada pelo “Gabinete do Ódio”, nome dado a uma associação de políticos bolsonaristas e que está sendo investigada pelo STF em uma operação de combate à fake news.

 

 

O advogado de Küster, Emerson Grigollette, havia publicado anteriormente em sua rede social que estava com outros advogados no prédio do STF, mas que eles não conseguiram ser recebidos. Segundo Grigollette, os advogados foram informados que já foi deferida vistas (que significa avisar ao advogado que tem um novo documento nos autos do processo para ele tomar ciência), mas ele alega que nenhum advogado foi intimado de nada.

 

  Emerson Grigollette ainda acrescentou que o STF estaria se recusando a fornecer certidão, certificando data da publicação da intimação.