Janja pede mais mulheres no Judiciário e diz que 2024 foi ‘ano difícil’

    Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma única mulher, a ministra Cármen Lúcia

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Durante a homenagem que recebeu do Grupo Prerrogativas, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, pediu que mais mulheres integrem o Poder Judiciário. Em sua fala, definiu ano de 2024 como “difícil”. Além do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e membros do governo federal estiveram presentes na ocasião, na noite desta sexta-feira (6).

    “A gente precisa de mais mulheres do Judiciário, para que as mulheres da sociedade se sintam representadas, para que não tenhamos mais casos de feminicídio sendo tratados como não feminicídio, mais casos de violência sexual não sendo tratados como casos de violência sexual. As mulheres precisam se sentir representadas no Judiciário”, disse Janja.

    Dados do último Censo do Poder Judiciário, feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e divulgados em janeiro deste ano, mostram que 40% da magistratura é composta de mulheres, mas o percentual vai se afunilando conforme se chega às instâncias superiores. Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma única mulher, a ministra Cármen Lúcia. As duas últimas cadeiras que vagaram foram preenchidas por Cristiano Zanin e Flávio Dino, ambos homens e indicados por Lula.

    Janja também avaliou que 2024 “foi um ano difícil, mas também foi um ano que estamos colhendo muitas sementes. Além do presidente e da primeira-dama, estiveram no evento os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência), Juscelino Filho (Comunicações), Anielle Franco (Igualdade Racial), Cida Gonçalves (Mulheres) e Fernando Haddad (Fazenda).