Janot e Hereda são convidados a depor na CPMI da JBS

    O convite não implica em comparecimento obrigatório, ao contrário da convocação

    Fotos: Geraldo Magela/Agência Senado | Manu Dias/GOVBA | Montagem: bahia.ba

    A Comissão Parlamentar de Mista de Inquérito (CPI) da JBS convidou, nesta quinta-feira (21), o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jorge Hereda. Além deles, a CPMI expediu convites para o procurador Eduardo Pelella.

    Além dos donos da JBS, Wesley e Joesley Batista, foram convocados os executivos do grupo J&F Ricardo Saud, Valdir Aparecido Boni, Francisco Assis e Silva, Florisvaldo Caetano de Oliveira, Fábio Chilo e Demilton Antônio de Castro. Também foi convocado Willer Tomaz de Souza, advogado da JBS.

    Diante da ameaça de obstrução da votação pela bancada do PT, as convocações dos ex-presidentes da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho e Jorge Hereda, foram transformadas em convites.

    A diferença é que o convite não implica em comparecimento obrigatório, ao contrário da convocação. Mas os integrantes da CPI, entre os quais o presidente da colegiado, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), um dos autores do requerimento de convite a Janot, deixaram claro que o não comparecimento pode acarretar em convocação dos depoentes.

    O relator da CPI, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), defendeu os convites a Janot e a Pelella. “Este relator considera importante a contribuição de Pelella. Parece que a todo momento temos que pedir desculpas por chamar A ou B, sendo que um dos objetivos da CPI é justamente investigar as circunstâncias em que foram celebrados os acordos de delação premiada e de leniência com o grupo JBS”, disse.