O candidato à reeleição para o Senado, Jaques Wagner (PT), afirmou que o clima “já é de Vitória aqui na Bahia” e apostou na reeleição do governador Jerônimo Rodrigues para o segundo mandato. Para o executivo nacional, o senador afirmou que não tem a mesma certeza.
Ele foi um dos componentes da chapa do PT a acompanhar o voto de Jerônimo Rodrigues (PT) em Brotas, na manhã deste domingo (4).
“Não tenho a mesma segurança de primeiro turno a nível nacional. Pode acontecer, Lula vinha subindo no tracking que a gente tá fazendo a nível nacional”, declarou. “A nível nacional eu acho que a gente vai ter um segundo turno, mas eleição é eleição, né? Sempre uma caixa de surpresa.”
Wagner torce para Senado mais progressista
Jaques Wagner também comentou sobre as expectativas de composição para a casa legislativa após as eleições deste ano.
Wagner afirmou que torce para que seja eleito um Senado mais progressista, mas que não descarta a eleição de conservadores vinda dos eleitores do sul do Brasil. “Tem sempre possibilidade”, disse o candidato.
Sobre nomes aliados, Jaques Wagner comentou? “A Gleisi [Hoffman] pode vir do do Paraná. Pode vir o [Paulo] Pimenta do Rio Grande do Sul. Aqui, eu acho que a gente leva dois e Sergipe leva dois. Pernambuco deve levar dois. […] aqui a 11 horas você vai saber tudo.”
“Eleição muito diferente”
Jaques Wagner disse, durante a entrevista, que a eleição deste ano foi “muito diferente” e marcada por mudanças no cenário nacional.
“O advento das redes, o advento da questão das emendas parlamentares. Financeirizou demais as campanhas, as campanhas ficaram muito caras, mas, em relação a nós, eu vi muito calor humano”, revelou.
O senador disse ter visto um grande volume de apoiadores durante a caminhada no bairro do IAPI, em Salvador, na cidade de Irecê e em outros locais por onde a campanha passou, mas que, ainda assim, o aspecto das redes sociais impactou no número de pessoas nas ruas.
“Nossos movimentos sempre foram muito intensos, muita gente, muito calor humano. Agora mudou, né, porque, com o advento da rede, como eu disse, as pessoas se comunicam por aí. Então, às vezes, tem menos rua do que tinha.”

