Jean Wyllys diz que vai processar MBL por calúnia e difamação

    O deputado federal pelo Rio de Janeiro disse que o Movimento Brasil Livre é formado por uma quadrilha de mentirosos profissionais: "Fascistas"

    (Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados)

    O baiano e deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jean Wyllys (PSOL), disse em seu Facebook, nesta quarta-feira (29), que vai processar por calúnia e difamação o Movimento Brasil Livre (MBL), um dos principais apoiadores do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).

    “Fascistas vão começar a pagar indenizações por danos morais. Na falta de bons argumentos para enfrentar um debate político, grupelhos fascistas financiados por corruptos tentam silenciar as pautas do meu mandato inventando boatos e me caluniando. A nova acusação é de que eu teria recebido recursos do governo via Lei Rouanet”, escreveu o baiano.

    O MBL, que desde sua formação tem feito nas redes sociais constantes acusações contra o parlamentar, insinuou, nesta quarta (29), por meio de um ‘card’ – uma cartão virtual – no Facebook, que o deputado arrecadou dinheiro através da Lei Rouanet com o documentário sobre sua vida “Eu, Jean Wyllys”. O texto do cartão diz: “Ministério Público Federal instaura inquérito para investigar Lei Rouanet. Filme de Jean Wyllys está na mira por suposto tráfico de influência”

    Em tom de desabafo, Jean afirma que os membros do MBL sabem que estão divulgando uma mentira. “Os delinquentes do MBL sabem disso. Sabem que estão divulgando uma mentira. O meme difamatório do MBL foi publicado, inclusive, em uma página de Facebook que usa o nome e a foto do juiz Sérgio Moro, mas não é dele! Calúnia é crime, e eu cansei das difamações dessa quadrilha de mentirosos profissionais. A minha relação com esse filme é a mesma que o Zezé de Camargo e o Luciano tiveram com o filme “Dois filhos de Francisco”. Não é um filme de Jean Wyllys, mas sobre Jean Wyllys”, disse.

     

    Csartão publicado na página do Facebook do MBL com informações inverídicas sobre o deputado
    Cartão publicado na página do Facebook do MBL com informações inverídicas sobre o deputado

     

    O cartão virtual surge um dia após ter sido deflagrada a Operação Boca Livre, da Lava Jato, na última terça-feira (28), tendo como alvo fraudes na Lei Rouanet, e se baseia em um trecho publicado em uma coluna do Jornal Estado de São Paulo de janeiro deste ano. Nela, os colunistas afirmam que o Ministério Público Federal (MPF) havia aberto um inquérito pedindo ao Ministério da Cultura (Minc) que esclarecesse “suposto tráfico de influência em um projeto que conta a história do deputado Jean Wyllys”. O pedido, na época, teve como base a denúncia do Movimento da União de Defesa da Cidadania e Combate à Corrupção.

    Em seu Facebook, o deputado federal esclarece ainda que não é produtor do documentário e que sequer construiu o roteiro ou teve acesso a ele. Acrescenta ainda que não houve sequer financiamento pela Lei. “O documentário “Eu_Jean Wyllys” não arrecadou um único centavo pela Lei Rouanet. Nada. Zero, vírgula, zero; Eu não sou produtor e nem tenho nenhuma relação com a produção do documentário, que fala sobre a minha atuação parlamentar. Eu não decido o roteiro, vou assistir pela primeira vez quando ele estrear no cinema e, se for um sucesso nas bilheterias, eu não ganho nada”.