Jerônimo cobra abertura de sigilos de ACM Neto à justiça

    Segundo o governador, a transparência deveria ser uma condição para quem pretende disputar o comando do estado

    Foto: Luana Neiva / bahia.ba

    O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) cobrou nesta quarta-feira (23) que ACM Neto (União Brasil) peça à Justiça a abertura dos sigilos relacionados às investigações que citam o nome do ex-prefeito de Salvador.

    A cobrança de Jerônimo envolve as operações Overclean, que investiga suspeitas de fraudes em contratos e desvios de recursos públicos, e Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

    “Eu tenho o desejo que o meu opositor, ACM Neto, possa pedir à Justiça a abertura dos sigilos que dizem respeito a ele. Está na guarda sigilosa das informações, da Overclean e também do Banco Master”, afirmou.

    Segundo o governador, a transparência deveria ser uma condição para quem pretende disputar o comando do estado. “Se ele está dizendo que quer ser governador, se é candidato, tem que ser transparente. Eu espero que ACM Neto possa pedir à Justiça e dizer: abra as informações”, acrescentou.

    Investigações citadas por Jerônimo

    No caso do Banco Master, documentos relacionados à investigação incluem informações sobre pagamentos feitos pelo banco e empresas ligadas a ACM Neto. A Folha de S.Paulo informou que a A&M Consultoria, empresa do ex-prefeito, recebeu R$ 5,45 milhões do Banco Master entre 2023 e o ano seguinte. A empresa afirma que os serviços foram prestados regularmente.

    ACM Neto também foi citado em uma proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro. O ex-banqueiro afirmou que o político teria recebido comissão de 10% sobre aportes feitos por institutos de previdência no Banco Master. A proposta, porém, não foi homologada e as alegações são negadas por Neto.

    Na Operação Overclean, a Polícia Federal identificou 232 chamadas entre ACM Neto e José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, entre agosto e dezembro de 2024. As informações aparecem em decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma nova fase da investigação.