Jerônimo defende amplo debate para escolha de candidato à presidência nacional do PT

    O governador citou a história do presidente Lula e garantiu conversas com todos os postulantes à vaga

    Foto: Rodrigo Fernandes/bahia.ba

    Durante a cerimônia de entrega de equipamentos para atender demandas de municípios do semiárido baiano, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) esclareceu alguns pontos sobre a política nacional do PT.

    À jornalistas, o petista ressaltou a política democrática do partido e defendeu que o nome para a presidência nacional da sigla seja debatido com o todo.

    “Eu tenho me colocado sempre nesses momentos pela unidade. Eu tenho muita fé, eu acredito, para não dizer que eu tenho certeza, que o Lula irá nos próximos dias, a performance das pesquisas melhorar. Todo mundo conhece o estilo do Lula, o enfrentamento que ele passou. Eu estou muito otimista, mas isso não nos dar ao luxo de internamente, no partido do presidente e no partido do governador, a gente gastar energia. O PT tem uma característica da democracia e graças a Deus é assim. A democracia partidária é importante e é fundamental que em algum momento o partido se sente para dizer ‘vamos fazer aqui a disputa, aqui ou ali'”, declarou o governador nesta segunda-feira (28).

    “Quando eu falo que o pleiteio, junto ao presidente Éden [Valadares, ex-presidente do PT-BA], junto com as lideranças das tendências, é pedir a unidade. A unidade não quer dizer que não tem eleição. A unidade pode ser em torno de um nome maior, mas que o debate continue. É fundamental o questionamento da concepção de políticas públicas, da concepção de relacionamento, da relação com os partidos, dar esse suporte a Lula em forma fundamental”, completou Jerônimo.

    O chefe do Executivo baiano disse ainda que receberá qualquer outro nome que venha a ser candidato do PT. “Eu estive com o Edinho Silva [candidato nacional do PT], me encontrei no sábado. Os outros candidatos ao virem a Bahia e tendo como o Edinho pediu uma agenda, eu recebi, receberei os outros. O meu partido é um partido perigoso. Agora eu só peço que a gente internamente organize um formato, que haja debate, que haja defesa das teses, mas que a gente possa até o final, é encontrar um nome mais próximo do conselho”, defendeu Jerônimo.