Jerônimo defende renovação política e mais espaço para a juventude

    Governador critica comportamentos considerados extremos na política

    Foto: Luiza Gonçalves/bahia.ba

    O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) participou do PolitiQuestion, podcast do bahia.ba, nesta quinta-feira (20), e aborda a necessidade de ampliar a participação de jovens e mulheres em diferentes setores da sociedade. Para o governador, a renovação política está diretamente relacionada às mudanças na própria estrutura social.

    “É preciso que a sociedade seja estruturada, para poder estar pronta para o tema da renovação, não é só na política, a política é uma fotografia do que a sociedade espelha”, disse o governador. Ao comentar a presença feminina, Jerônimo afirma que a baixa participação das mulheres não se limita à política, mas que também aparece em empresas, igrejas e outras áreas.

    Governador defende mais oportunidades para que mulheres ocupem mais espaços de decisão

    “Pouca mulheres na política, não só na política é nas empresas, nas igrejas, na frente de um conjunto de ações que não oportunizam a mulher de chegar naquele canto, a juventude da mesma forma”, afirmou.

    Juventude no cenário político

    Durante a entrevista, Jerônimo também foi questionado sobre a entrada de novos nomes no cenário político, como Renan Santos (Missão) e Pablo Marçal (PRTB), e sobre os efeitos desse movimento no ambiente eleitoral. Ao responder, ele destaca a importância da formação política e da educação, mas diss não poder dizer que “não concorda”.

    “Eu entendo que temos que nos movimentar muito, principalmente no que diz respeito aos currículos escolares, não posso dizer que não concordo com esses nomes que você citou [Renan e Marçal] na política”, disse.

    O governador ainda comentou o episódio envolvendo um deputado estadual novo, que segue uma estratégia adotada por jovens políticos de oposição. Jerônimo citou o parlamentar Diego Castro (PL) que entrou na Universidade Federal da Bahia (UFBA) nesta quinta-feira, e relacionou o caso ao comportamento no debate político.

    “Essas coisas não combinam conosco. Nós temos que dar o exemplo, temos que fazer o debate de conteúdo”, disse Jerônimo. Sobre os novos nomes citados durante a entrevista, acrescentou: “o Marçal e o Renan, são nomes que às vezes extrapolam. Não é que tem que ser o acomodado, não tô tratando disso, mas a juventude sempre foi rebelde, tem que ser rebelde, mas não ao ponto de ser grosseira, ofensiva isso eu não concordo. Isso não garante que a juventude tenha espaço adequado”, disse relacionando os casos e a rebelião da juventude, mas cobrando o respeito dos mesmos.