Jerônimo minimiza federação entre União Brasil e PP

    Governador baiano afirma que está focado no governo federal e elogia atuação de Lula na política internacional

    Foto: João Lucas Dantas/ bahia.ba

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirma que não está preocupado com a federação entre os partidos União Brasil e Progressistas (PP). Para o gestor, este é um momento de atenção ao governo federal, declaração feita durante a autorização de obras de recuperação do atracadouro do Mercado de Peixes da Feira de São Joaquim, nesta segunda-feira (25).

    “A minha preocupação é com a minha aliança. Eu estou preocupado com a minha federação e com os meus partidos, aos quais devo dar atenção. É claro que nós estamos fazendo agora um movimento preocupado com o governo federal. Podem saber que o time da gente todinho está preocupado com as eleições do próximo ano”, pontua o chefe do Executivo estadual.

    O governador também relacionou o tema à política internacional, ao mencionar a tentativa do presidente norte-americano de impor taxas comerciais ao Brasil. “Se não tivéssemos um presidente tal qual hoje nós temos, o Lula (PT), o país estaria rifado agora. Seríamos entregues a um xerife norte-americano, que quer ditar as regras com o jogo em andamento”, acrescenta.

    Segundo Jerônimo, o que a população deve esperar da política é diálogo e equilíbrio. “O Lula está fazendo isso. Está indo à Europa, à América Latina, dialogar, abrir mercados, abrir relações. Nunca impor algo daqui. Nós sabemos a importância da economia norte-americana para o Brasil. É um mercado forte, é um mercado importante, mas não podemos ficar submissos a um tratamento desrespeitoso que põe em xeque a soberania nacional e desrespeita a população”, critica.

    “Você imagina se um prefeito de qualquer município resolvesse chegar em Salvador e ditar as regras? Quem foi eleito para governar Salvador foi o prefeito atual, assim como em outro município. Imagine se um governador viesse à Bahia para dizer como ela deve ser. Seria desrespeitoso para mim, que sou governador, e para o povo baiano. Então, a regra é a mesma: não pode um país, um presidente, dizer como têm que ser as regras”, conclui Jerônimo.