Jerônimo prega cautela e segurança jurídica ao comentar reestatização da Refinaria de Mataripe

    O governador afirmou que decisão é do governo federal e destacou ‘formato de confiança’ estabelecido pela gestão Lula junto aos investidores privados

    Foto: Jamile Amine / bahia.ba

    Em uma semana de anúncios voltados para o setor energético da Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu cautela ao comentar a possibilidade de reestatização da Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde.

    “Sobre a reestatização, eu quero dizer a vocês que é uma decisão do governo federal”, disse o chefe do Executivo baiano nesta quarta-feira (11), em coletiva de imprensa durante assinatura de contrato entre a Bahiagás e a GNLink para ampliar fornecimento de gás natural no estado.

    “Eu tenho sempre cuidado ao falar sobre isso, porque a palavra dada, mesmo que não tenha sido do governo Lula, pra quem vem investir precisa de palavra”, disse o governador, pregando que apesar da refinaria ter sido vendida à Acelen na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o atual governo precisa evitar movimentos bruscos na gestão pública para garantir segurança jurídica e não afastar investimentos da iniciativa privada.

    “O Brasil, agora com a chegada do presidente Lula, estabelece um formato de confiança de quem vai investir no Brasil. Segurança jurídica, segurança financeira, segurança econômica e segurança política. Então, a política do Lula é muito clara. O Lula não fica apresentando armadilha para os empresários”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

    “Se hoje eu estou chamando, por exemplo essas duas empresas pra fazerem investimentos na Bahia pra interiorizar o gás, eu não posso chegar ali na frente e dizer que vou desmanchar”, concluiu o governador, citando contrato firmado entre a Bahiagás e a GNLink nesta quarta-feira (11).