Jerônimo rebate Bruno Reis sobre transporte: O cara falou lá, eu estou fazendo minha parte

    Prefeito classificou o metrô como “deficitário” e cobrou reunião com Jerônimo para discutir repartição 'injusta' da tarifa do transporte público

    Foto: Ingrid Correia / bahia.ba

    O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, rebateu algumas críticas feitas pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, nesta quina-feira (15). Em entrevista a rádio Metrópole, o líder do Excutivo municipal classificou o metrô como “deficitário” e cobrou reunião com Jerônimo para discutir repartição ‘injusta’ da tarifa do transporte público.

    “O cara falou lá, eu estou fazendo a minha parte […] São quase 10 bilhões de investimento em mobilidade urbana, e não é só no metrô, são os viadutos que o Governo do Estado fez, foi nas grandes vias que o Governo do Estado fez. É a gente correndo para resolver a estrada do Derba, é a gente correndo para viabilizar o VLT, a ponte… nós estamos correndo para isso. Então o que interessa agora é celebrar mais 1,5 km [de metrô] entregue, celebrar com o povo de Salvador os dados ontem apresentados por nós e pela empresa que cuida do metrô”, rebateu o governador.

    Um dos dados repassados pela CCR Metrô Bahia e pelo governo, é que as pessoas que usam o metrô ganham mais na economia de tempo. Segundo empresa e governador, “são 18 dias de economia e tempo em um ano”.

    “18 dias no ano dá um dia e meio por mês para que as pessoas possam cuidar da vida, fazer um estudo, cuidar da família. Então é alegria celebrar o papel do Estado. Ontem, por exemplo, anunciamos que vamos encomendar um projeto de análise de viabilidade econômica de um trem para Feira de Santana, entrando na cidade”.

    Ainda em entrevista, o prefeito sugeriu ainda que deveria haver uma reformulação do transporte público, unindo o Estado, Governo Federal e Prefeitura de Salvador. Sobre o papel do govenro federal, Jerônimo disse que “Lula vai ajudar na hora for preciso”.

    “Lula vai ajudar na hora for preciso. Já ajudou, inclusive, acenando que vai pagar os quase R$600 milhões, mais de meio bilhão que o governo [federal] passado não pagou. E o governo na época, Rui Costa, teve que tomar empréstimo, usar dinheiro do caixa do Estado para poder pagar obras de mobilidade. Lula se pontificou que vai arcar com essa responsabilidade e está fazendo um plano de pagamento. Eu vou trabalhar o que eu puder fazer com as minhas equipes, com os parceiros, empresários, com o Governo Federal, para poder a gente dar conta da responsabilidade que não deveria pesar só sobre o nosso ombro, mas se está, a gente vai fazer o trabalho funcionar”.