Jerônimo rebate fala de ACM Neto e classifica ex-prefeito como ‘profeta do caos’
A declaração foi dada durante evento foi realizado no Salão de Atos da antiga Governadoria, no CAB

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) respondeu, nesta quarta-feira (3), às declarações do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), que afirmou visitar os estados de Goiás e São Paulo para “humilhá-lo” ao comparar indicadores e serviços públicos, especialmente nas áreas de Segurança Pública e Educação.
“Bora tratar no meu lugar de homem religioso? Só vou responder assim: ‘Os humilhados serão exaltados'”, disse o chefe do Executivo estadual após a solenidade de autorização de um pacote de obras viárias e investimentos para sete municípios baianos. O evento foi realizado no Salão de Atos da antiga Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Ao comentar os vídeos publicados por ACM Neto com críticas à gestão estadual, Jerônimo classificou o adversário como “profeta do caos” e ironizou as constantes referências feitas por ele ao estado de Goiás.
“Ele fica trazendo só o que há de pior em uma situação que a gente tem que enfrentar. Ele é profeta do caos, é o torcedor contra a Bahia. Ele insiste. Ele podia se mudar para Goiás, ou ele está querendo se mudar para Goiás, porque todo dia ele fica insistindo nessa conversa de Goiás”, disparou.
O governador também criticou o legado administrativo do grupo político liderado por ACM Neto em Salvador e cobrou a apresentação de resultados da gestão municipal.
“O cidadão governou Salvador oito anos, o grupo dele governa mais quase oito anos, então, são quase 16, e ele não tem o que mostrar aqui. É impressionante isso! Ele podia mostrar as coisas boas, podia mostrar a alfabetização para a gente, a atenção básica de saúde. Podia garantir as áreas da periferia, para ver o que é que ele fez, nos cantos da cidade, para a gente poder dialogar, agora não dá para a gente ficar, eu não vou perder tempo com essas respostas”, completou.
Jerônimo afirmou que pretende responder às críticas com entregas e ações de governo, destacando a relação institucional com os municípios baianos.
“É com trabalho, entregando, anunciando, ao lado dos prefeitos, que eu acredito que não se governa um Estado sem a relação federativa com os municípios, como é que ele disse que prefeito não serve nem para pedir voto, nem para governar, é isso? Eu já falei, vou repetir, ele foi prefeito, ele se desvaloriza, é ruim isso, depois ele abandona de novo os prefeitos, ele acha que o prefeito de Salvador não serve, não gera voto e não gera trabalho”, declarou.
O governador também mencionou prefeitos que, segundo ele, teriam sido deixados de lado pelo grupo de oposição, citando nominalmente o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), e voltou a sinalizar abertura para parcerias administrativas.
“[empurrou o de] Feira Santana de novo, ele está jogando, está empurrando de novo o prefeito de Feira de Santana. E se esses prefeitos e prefeitas, vou repetir, estiverem sendo maltratados e quiserem trabalhar com seriedade, honestidade e muita afinca, pode vir que a gente aceita”, concluiu
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