Publicado em 25/07/2026 às 17h52.

Renan Santos: ‘Governo Trump quer gerar dúvida no nosso processo democrático’

Candidato do Missão rejeitou qualquer tipo de interferência estrangeira nas eleições brasileiras

Redação
Foto: Divulgação/Partido Missão

 

O pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, criticou neste sábado (25) a intenção de integrantes do governo dos Estados Unidos de questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e afirmou que a iniciativa busca fortalecer o discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Palácio do Planalto. Em entrevista à CNN, Renan rejeitou qualquer tipo de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

A declaração ocorre após reportagem do jornal The Washington Post revelar que dois altos funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos planejavam viajar ao Brasil para discutir a segurança das urnas eletrônicas. Na sexta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores negou o visto aos integrantes da comitiva.

Renan Santos critica sistema eleitoral dos Estados Unidos

Em vídeo publicado nas redes sociais, o pré-candidato afirmou que os Estados Unidos não têm legitimidade para questionar o processo eleitoral brasileiro e criticou o sistema de votação norte-americano.

“O governo americano resolveu questionar o funcionamento das urnas no Brasil e da própria democracia americana. Logo o governo americano. Os EUA têm um sistema eleitoral bizarro: morto vota, pode-se comparecer a uma sessão eleitoral sem documento e terminar votando, a ponto de a própria turma do Trump estar questionando os métodos internos deles.”

Trump e família Bolsonaro

Na sequência, Renan associou a iniciativa do governo de Donald Trump à relação política com a família Bolsonaro e afirmou que a medida teria o objetivo de alimentar suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro.

“Então, se eles mesmo estão com problemas na sua democracia, com que direito vêm aqui interferir na nossa? E eu sei porque estão fazendo isso: o governo Trump é aliado da família Bolsonaro. Não é nem aliado, é dono da família Bolsonaro. Os Bolsonaros são vassalos dele. E ele vem aqui aprontar, querer causar, para gerar dúvida no nosso processo democrático e tentar facilitar o discurso do Flávio, que é um candidato natimorto.”

O pré-candidato também defendeu uma reação do governo brasileiro diante da atuação da comitiva norte-americana e afirmou que o país não deve aceitar interferências externas.

“Nós não vamos tomar pito nem dos Estados Unidos, nem da União Europeia, que fica mandando suas ONGs nos sabotarem. Os embaixadores americanos têm que ser chamados pelo governo e não podemos aceitar nenhum tipo de interferência nas nossas eleições. Aceitar isso é humilhante pra gente. Não somos uma República das Bananas.”

Lula e Caiado também se manifestaram

O episódio também provocou reações de outros pré-candidatos à Presidência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil é soberano e declarou que quem “vier de fora se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito”, defendendo que apenas os eleitores brasileiros podem decidir o futuro do país.

Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) disse confiar nas urnas eletrônicas e classificou como “inadmissível” qualquer tentativa de governos estrangeiros de colocar em dúvida a lisura das eleições brasileiras. Embora tenha defendido a presença de observadores internacionais, afirmou que isso não pode servir para contestar os resultados do pleito.

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