Jerônimo diz levar demandas indígenas ao governo Lula, mas vê demarcação como tema difícil

    Em coletiva de imprensa, governador afirmou que o assunto, no entanto, segue no radar do presidente

    Foto: Ingrid Correia/bahia.ba

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, na manhã desta quarta-feira (6), que vem tratando os assuntos prioritários para os povos indígenas, em parceria com o governo federal. Em conversa com jornalistas, o petista disse estar “sempre acompanhando as pautas” dos povos originários.

    “Já fiz uma abertura anteontem com eles, na segunda-feira, inclusive com a presença à nossa mesa, de todos os secretários de estado, e da ministra [dos Povos Indígenas] Sônia Guajajara. Inclusive, pactuamos que aquilo que for de responsabilidade da União, a gente [vai] se juntar e levar até o presidente Lula”, disse o Executivo. 

    O gestor estadual participa nesta manhã de um evento realizado pelos povos e organizações indígenas na área externa da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), localizada no Centro Administrativo do estado (CAB), em Salvador. 

    Durante o ato, Jerônimo também mencionou o tema da demarcação das terras indígenas, o qual considerou como “difícil de ser tratado”. No entanto, o chefe do Palácio de Ondina afirmou que o assunto segue no radar do presidente Lula (PT), que deve dialogar com o Congresso Nacional para avançar no processo. 

    “O presidente Lula aponta para isso, que quer dialogar com o Congresso. Tem um processo em curso de lei sendo negociado, o ministro [do Supremo Tribunal Federal] Gilmar Mendes vem dialogando. É responsabilidade da União, mas é também nossa”, afirmou. 

    Jerônimo elencou como responsabilidade do estado conceder aos povos indígenas acesso à “água, esportes, cultura e saúde”, e citou as modificações que o governo do estado vem fazendo na educação. 

    “A educação a gente modificou bastante com ajuda deles. Eles ajudaram a gente com as lideranças indígenas para fazermos os ajustes necessários, a categoria de professores, de coordenação pedagógica”, acrescentou.