Jerônimo sobre atuação do governo Bolsonaro na Educação: ‘Violência tão grande’

    Para o governador, "até hoje e por mais alguns anos a educação brasileira vai pagar essa conta"

    Foto: Antônio Queirós/GOVBA

    O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, criticou a atuação do governo Bolsonaro na Educação. Segundo ele, na gestão do ex-presidente, houve falta de investimento na área que “até hoje e por mais alguns anos a educação brasileira vai pagar essa conta”.

    “Cada caminhada de forma conjunta fortaleceu e muito as nossas decisões [enquanto estava como secretário da pasta]. A gente estava segurando a mão de cada um, da Secretária de Educação dos Municípios, dos conselhos…e nós não tínhamos a mão amiga, a mão estendida do Governo Federal. Foi de uma violência para a educação tão grande que até hoje e por mais alguns anos a educação brasileira vai pagar essa conta”, disse durante participação na abertura do encontro da União Nacional de Conselhos Municipais de Educação, nesta quarta-feira (7).

    O governador comentou ainda sobre os recentes ataques sofridos em insitituções de ensino. Segundo ele, as unidades “são colocadas numa lista de ataques”.

    “Quando alguém ameaça uma escola, eles sabem que estão fazendo. Ameaçam a ferramenta estratégica da cidadania. Ameaçam uma ferramenta estratégica de Segurança Pública. A escola é um espaço seguro. A escola nos dá dignidade e, nclusive, alimenta a nossa barriga, a barriga de nossos meninos e meninas. E mais uma vez, as nossas escolas, as creches, as universidades são colocadas numa lista de ataques. Como é ruim? Como é difícil? A gente vê as nossas escolas onde a gente coloca o nosso maior tesouro, que são os filhos da gente, os netos, os sobrinhos… e por atitude de raiva, de ira, de rancor, vemos elas sendo ameaçadas”.

    Jerônimo reafirmou ainda sua corresponsabilidade com a UNCME. ” Esse 25º encontro nos traz essa corresponsabilidade. Eu compartilho na condição de governador de vocês, de governador da Bahia, a minha corresponsabilidade. No que diz respeito ao que há de mais nobre do estatuto dessa união”.