Publicado em 14/07/2026 às 14h20.

João Roma chama decisão de Moraes contra Flávio Bolsonaro de ‘absurda’

Presidente do PL também questionou o conjunto de restrições impostas ao ex-presidente

Redação
Foto: Divulgação

 

O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu, por 90 dias, o senador Flávio Bolsonaro de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações foram dadas nesta terça-feira (14), durante entrevista ao Jornal da Metrópole.

Ao comentar a determinação judicial, Roma classificou a medida como um excesso e afirmou que ela extrapola o caráter técnico esperado das decisões da Justiça. Para o dirigente partidário, a atuação do Judiciário tem ampliado a tensão política no país.

“É uma decisão absurda, uma decisão passional, que coloca tempero na execução jurídica. A gente fica fazendo uma Justiça espetaculosa, jogando para a plateia. Isso não é saudável para toda a nossa sociedade”, afirmou.

Durante a entrevista, João Roma também questionou o conjunto de restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, as medidas vêm se acumulando e dificultam até mesmo que Bolsonaro tenha tranquilidade para cuidar da própria saúde. Na avaliação do presidente do PL Bahia, pessoas que não apoiam o ex-presidente também enxergam exageros na condução do caso.

Ao reforçar sua crítica, Roma comparou a situação de Bolsonaro ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso. De acordo com ele, Lula teve autorização para divulgar cartas, conceder entrevistas e receber visitas, enquanto Bolsonaro enfrenta limitações até para encontrar familiares.

“Agora, o presidente Bolsonaro vai ser impedido de receber a visita do próprio filho, que não divulgou um vídeo dele, apenas leu e mostrou uma carta escrita por Bolsonaro. Será que ele vai ter que escrever uma carta e jogar pela janela?”, questionou.

Roma ainda destacou que Flávio Bolsonaro possui dupla condição no processo, por ser filho do ex-presidente e integrar sua equipe de defesa. “O Flávio, além de filho, também está nos autos como advogado do pai”, lembrou.

Sobre a carta escrita por Jair Bolsonaro, o dirigente do PL afirmou que o conteúdo não ultrapassa o debate político que antecede o período eleitoral. Para ele, manifestações em defesa de pré-candidaturas ocorrem em diferentes espectros ideológicos e fazem parte da dinâmica da pré-campanha.

“A carta de Bolsonaro não vai além do que se observa em todas as facetas políticas, da esquerda à direita, nesses meses que antecedem o período eleitoral. Todo mundo está falando de suas propostas, das debilidades dos adversários e dos sonhos que tem para o futuro da sociedade”, declarou.

Ao concluir a entrevista, João Roma defendeu que as decisões judiciais contribuam para reduzir a polarização e favorecer um ambiente de maior estabilidade política.

“Mesmo aqueles que não simpatizam e que não são apoiadores do presidente Bolsonaro percebem com clareza que Alexandre de Moraes exagerou na dose e colocou muito passionalismo em algo em que a Justiça deveria fazer justamente o contrário: serenar os ânimos para tentar unir a nossa sociedade em torno de um futuro comum”, concluiu.

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