João Roma diz que pesquisas indicam queda do grupo governista

    “Eu e Angelo Coronel estamos avançando e isso acompanha o desejo de mudança", afirmou o cacique do PL

    Foto: Max Haack

    O candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou nesta quinta-feira (3) que as pesquisas eleitorais apontam uma redução nas intenções de voto dos candidatos ligados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e indicam, segundo ele, um movimento de mudança entre os eleitores baianos.

    A declaração foi dada após a divulgação de uma nova pesquisa AtlasIntel/A TARDE. No cenário que considera apenas os votos válidos, Roma aparece com 20,4% e ocupa a terceira posição na disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado.

    Rui Costa (PT) lidera o levantamento, com 31,6%, seguido pelo também petista Jaques Wagner, que registra 26,5%. Na sequência aparecem João Roma, com 20,4%, e Angelo Coronel (Republicanos), com 17,9%.

    Roma cita tendência de queda

    Ao comentar os números, Roma afirmou que a análise do cenário eleitoral deve considerar a evolução das pesquisas ao longo dos últimos meses, e não apenas o resultado de um levantamento isolado.

    “As pesquisas mostram que eles estão caindo. Se você comparar as pesquisas com as próprias pesquisas, vai perceber esse movimento”, afirmou Roma.

    O candidato disse ainda que a tendência apontada pelas pesquisas coincide, na avaliação dele, com o que tem observado durante agendas políticas em Salvador e no interior do estado.

    Segundo Roma, sua candidatura e a de Angelo Coronel têm avançado à medida que cresce entre os eleitores o interesse por alternativas ao grupo político que governa a Bahia há cerca de duas décadas.

    “Eu e Angelo Coronel estamos avançando e isso acompanha o desejo de mudança que percebemos por toda a Bahia. Um desejo que está cada vez mais claro quando a gente conversa com as pessoas nas ruas”, afirmou.

    Saúde, segurança e educação

    Roma associou o suposto movimento de mudança às dificuldades enfrentadas pela população em áreas como saúde, educação e segurança pública.

    Para o candidato, o tempo de permanência do mesmo grupo político no comando do estado aumenta a cobrança por resultados concretos em problemas que, segundo ele, continuam afetando o cotidiano dos baianos.

    “Não adianta apenas propaganda e repromessa. O baiano quer saber quando vão conseguir resolver a fila da regulação, quando vai ter segurança para sair de casa e quando seus filhos terão uma educação que dê perspectiva de futuro. É esse sentimento que está chegando às urnas”, declarou.

    O ex-ministro também destacou que a eleição para o Senado oferece ao eleitor duas opções de voto e afirmou que pretende ampliar, na reta final da campanha, o diálogo sobre o papel dos senadores na representação dos interesses do estado.

    “São duas vagas para o Senado. O eleitor tem a oportunidade de escolher vozes que tenham coragem para fiscalizar, enfrentar os problemas e defender os interesses da Bahia. Vamos continuar percorrendo o estado e mostrando que existe uma alternativa”, acrescentou.

    Pesquisa

    No cenário geral da AtlasIntel/A TARDE, que inclui votos brancos, nulos e indecisos, João Roma registra 18,3%. Rui Costa aparece com 28,2%, Jaques Wagner tem 23,7% e Angelo Coronel soma 16%.

    A pesquisa ouviu 1.804 eleitores entre 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

    O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-08891/2026.