João Roma quer ampliar proteção do Bolsa Família após emprego

    O candidato afirmou que pretende atuar no Congresso Nacional para ampliar o período de proteção

    Foto: Max Haack

    O candidato ao Senado pela Bahia João Roma (PL) afirmou que pretende atuar no Congresso Nacional para ampliar o período de proteção a beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego com carteira assinada.

    Ex-ministro da Cidadania, Roma defende que a entrada no mercado formal não resulte na perda imediata do benefício para famílias que ainda precisam de apoio até alcançar maior estabilidade financeira.

    Durante entrevista, o candidato citou regras que já estiveram em vigor e permitiam que famílias que ultrapassassem o limite de renda permanecessem por até 24 meses no programa, recebendo metade do benefício durante o período de transição.

    Roma criticou a mudança nas regras ocorrida em 2025 e afirmou que pretende trabalhar no Senado para recuperar uma proteção mais ampla aos beneficiários que aumentarem a renda por meio de um emprego formal.

    “Se assina a carteira, atualmente se perde Bolsa Família. Como senador, vamos lutar para trazer esse benefício de volta”, afirmou.

    Para o candidato, os programas de transferência de renda devem funcionar também como instrumentos de transição para a autonomia financeira. Na avaliação dele, o trabalhador não deveria precisar escolher entre aceitar uma oportunidade de emprego e manter imediatamente a renda proporcionada pelo benefício.

    Roma também destacou sua passagem pelo Ministério da Cidadania e lembrou que, durante sua gestão, o Bolsa Família chegou ao valor mínimo de R$ 600.

    A proposta apresentada pelo candidato prevê combinar a transferência de renda com medidas de inclusão produtiva e estímulo ao emprego formal, permitindo que as famílias tenham tempo para se adaptar à nova realidade financeira.

    “Como senador, vou atuar para enfrentar os problemas sociais, ajudando as pessoas que mais precisam na Bahia”, declarou.