João Santana com Ciro é pólvora com gasolina

    Paz e amor ou porrada? Patinhas prefere porrada

    João Santana, o Patinhas, jornalista baiano que dividiu com Duda Mendonça, de quem é amigo, o top do sucesso internacional do marketing político, vai fazer a campanha de Ciro Gomes. São as estrelas do marketing de volta  à cena?

    Patinhas, que foi marqueteiro de Lula e Dilma, passou um perrengue com a Lava Jato e foi preso, mas convém a ressalva: até então, o marketing político era o mesmo rigorosamente para todos, com dinheiro farto, pago de todas as formas, em malas cheias, vezes cada um enfiando o seu na cueca.

    E nesse cenário, o bom era quem contratava e pagava. Alguns, que apareciam na mídia como vestais da pureza, carregavam a pecha de caloteiros. Foi nesse embalo que a Universidade Católica de Salvador (UCSal) criou uma pós em marketing político, nós na clientela.

    Paz e amor

    Nos bons tempos discutia-se qual era a melhor estratégia, com Duda na tese de que não precisava bater, e daí nasceu o ‘Lulinha paz e amor’, e Patinhas na outra ponta, bradando que a porrada faz parte do jogo. No fim, os dois venceram.

    Chegou-se à conclusão de que cada caso é um caso, e o paz e amor caia bem, como era o caso de Lula, para quem a vida inteira foi pauleira total. Mas com outros personagens a questão teria que observada, e o marqueteiro decidia a opção, vezes amor, vezes porrada, também em doses calculadas.

    Seja como for, Patinhas com Ciro dá consenso: é casamento de pólvora com gasolina.