Juiz nega a João Santana acesso aos autos de investigação da Lava Jato

    Sérgio Moro alegou que a abertura dos dados ao publicitário, poderia colocar em risco o rastreamento dos recursos financeiros e levar à destruição de provas

    Foto: Jeso Carneiro/Flickr / O Financista

    Conforme reportagem, o jornal Folha de São Paulo teve acesso ao despacho do juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato,  datado do dia 16, em que nega à defesa do publicitário João Santana acesso aos autos da investigação sobre pagamentos realizados pela Odebrecht. Santana foi o marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff (2010 e 2014) e do ex-presidente Lula (2006).

    De acordo com a Folha, o juiz Moro teria ironizado o pedido dos advogados do publicitário. “Evidente, querendo, poderá o investigado antecipar-se à conclusão da investigação e esclarecer junto à autoridade policial seu eventual relacionamento com o grupo Odebrecht”, afirma o juiz.

    Ao negar o acesso o juiz alegou que a abertura de dados a Santana poderia colocar em risco o rastreamento dos recursos financeiros ou levar à destruição de provas. “Foram instauradas investigações que ainda tramitam em sigilo. Medida como rastreamento financeiro demanda para sua eficácia sigilo sob risco de dissipação dos registros ou dos ativos. Como diz o ditado, dinheiro tem coração de coelho e patas de lebre”.

    Procurados pela reportagem o publicitário baiano e seu advogado, Fábio Tofic, não quiseram se manifestar. A Odebrecht também não quis se manifestar por não ter tido acesso ao inquérito.

    Segundo a “Folha”, na ocasião em que pediu o acesso ao inquérito, a assessoria do publicitário afirmou que ele “nunca negou que possui empresas no exterior” e que Santana aguardaria “para apresentar os detalhes de sua vida financeira às autoridades competentes”.