Justiça atende a Tabata e proíbe Boulos de divulgar post sobre pesquisa

    A decisão foi em resposta a ação movida pela deputada federal Tabata Amaral (PSB), adversária do psolista na eleição

    Foto: Reprodução/Redes sociais

    O pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL) está proibido pela Justiça Eleitoral de divulgar em suas redes sociais uma pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de São Paulo.

    A decisão foi tomada por entender que houve irregularidades na exibição.”A pesquisa eleitoral ora impugnada está em desacordo com a legislação e a jurisprudência eleitoral”, diz a decisão do juiz eleitoral Antônio Zorz.

    A decisão foi em resposta a ação movida pela deputada federal Tabata Amaral (PSB), adversária do psolista na eleição. Ela se sentiu prejudicada porque a divulgação feita por Boulos no Instagram de levantamento do instituto Real Time Big Data omitia seu nome. Chegou a insinuar que teria havido “safadeza” por parte da campanha dele.

    O juiz aponta como problemas a omissão de Tabata e ausência de indicação de requisito obrigatório de nível de confiança. “Tais vícios podem ensejar desvio na lisura da pesquisa eleitoral e podem ocasionar nefastos efeitos ao sadio trâmite eleitoral que se pretende proteger”, afirma o magistrado.

    Após Tabata ter gravado um vídeo acusando Boulos de distorção, a campanha do PSOL chegou a remover a postagem, mas logo em seguida colocou outra de teor semelhante, o que foi notado pelo juiz.

    A decisão notifica a campanha e o Instagram para que remova a postagem em 24 horas, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 10 mil. A pré-campanha de Boulos disse que não se manifestaria.