Justiça entra em 4ª sessão do julgamento de Sérgio Moro nesta terça-feira (9)

    Com placar de 3 a 1, os desembargadores analisam ações, do PT e do PL, que pedem a cassação e inelegibilidade do senador

    Foto: Reprodução / Twitter

    De acordo com uma reportagem do Metrópoles, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) retomou, nesta terça-feira (9), o julgamento do senador Sérgio Moro (União Brasil-PR). A sessão começou com placar de 3 a 1 favorável ao ex-juiz e ex-ministro da Justiça, o que o deixa a um voto da absolvição. Até o momento, quatro dos sete desembargadores da Corte votaram, sendo que três opinaram pela rejeição dos pedidos feitos pelo PT e pelo PL de cassação e inelegibilidade.

    O Metrópoles aponta que os partidos acusam o senador de abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação ao longo da campanha eleitoral de 2022 e caixa dois. Nesta terça, a análise foi retomada com a expectativa do voto de três desembargadores: Julio Jacob Júnior, Anderson Ricardo Fogaça e o presidente da Corte, Sigurd Roberto Bengtsson.

    O Metrópoles destaca que para ser cassado ou absolvido, o senador precisa ter um placar de, pelo menos, 4 a 3 (contra ou a favor). Após o resultado, ainda cabe recurso de alguma das partes ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), independentemente do desfecho.

    Ainda segundo o Metrópoles, nas ações, o ex-magistrado é acusado pelo PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo PL, de Jair Bolsonaro, de ter feito campanha antecipada e ter sido beneficiado com recursos de maneira irregular. O senador se filiou ao Podemos em 2021 para ser candidato à Presidência da República. Depois, lançou-se a deputado federal por São Paulo. Próximo ao prazo final para troca partidária, já em 2022, vinculou-se ao União Brasil, legenda que apresentou a candidatura ao Senado Federal, no Paraná.

    Nas ações, o PT e o PL argumentam que os gastos de pré-campanha destinados ao Planalto seriam “desproporcionais” e “suprimiram as chances dos demais concorrentes” à Casa Alta pelo Paraná. As duas Aijes pedem a cassação da chapa do senador e a inelegibilidade dele por oito anos. A defesa de Moro alega que não houve irregularidades na pré-campanha, que não há provas contra ele e que o senador agiu, a todo momento, dentro da lei, acrescenta o Metrópoles.