Justiça manda soltar empresário detido na operação que prendeu Temer

    A desembargadora Simone Schreiber, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, considerou que a prisão temporária de Rodrigo Castro Alves Neves “viola frontalmente a Constituição Federal”

    Foto: Divulgação/PF

    O plantão do Tribunal Regional da 2ª Região (TRF2), no Rio de Janeiro, aceitou nesse sábado (23) o pedido de habeas corpus e mandou soltar o empresário Rodrigo Castro Alves Neves.

    Ele foi preso na Operação Descontaminação, que também levou para a cadeia o ex-presidente Michel Temer, o ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco, e mais sete pessoas.

    Ao contrário de Temer e de Moreira Franco, que cumprem prisões preventivas, o mandado contra o empresário era de prisão temporária, com, no máximo, cinco dias.

    A decisão da desembargadora Simone Schreiber considerou que a prisão temporária, neste caso, “viola frontalmente a Constituição Federal”, diz o despacho.

    Nas investigações, Neves foi acusado de ter o seu nome associado a empresas com ligações contratuais com a PDA Projetos, que pertence a João Batista Lima Filho, o coronel Lima, amigo pessoal de Temer e também preso, junto com sua mulher Maria Rita, na semana passada, na Operação Descontaminação.

    O empresário também já foi sócio do ex-senador Eunício de Oliveira, do Ceará.