Justiça suspende eleição para novo presidente do PSDB de Salvador

    Chefe do tucanos baianos e deputado federal João Gualberto pode ser multado em até R$ 500 mil se descumprir decisão judicial

    Foto: Reprodução/Facebook

    A juíza substituta de Direito, Maria do Rosário Passos da Silva Calixto, determinou, no último sábado (30), a suspensão da eleição para a escolha do chefe do PSDB de Salvador, sob pena diária de R$ 50 mil até R$ 500 mil ao presidente estadual e deputado federal João Gualberto em caso de descumprimento.

    A decisão acatou o pedido do atual comandante dos tucanos soteropolitanos, Edvaldo Luiz Costa Lins. Ele assumiu o posto depois que o vereador licenciado Paulo Câmara deixou o Legislativo soteropolitano para assumir a Secretaria de Assuntos Federativos em Brasília.

    De acordo com a decisão, Lins foi eleito para o cargo durante a Convenção Municipal do PSDB em 7 de maio deste ano, segundo ele, “anuída tacitamente pela própria Executiva Estadual”, ao arcar “com pagamento das despesas referentes às publicações dos editais”.

    Só que o Diretório Nacional do PSDB expediu resolução para a realização de novos pleitos no partido. Em 4 de setembro, a Executiva Estadual designou, argumenta Lins, “sem qualquer legitimidade, e em ofensa aos princípios do contraditório, ampla defesa”, a realização das novas convenções para o dia 1º de outubro.

    “O que configura […] uma manifesta tentativa de, por via oblíqua, destituir/dissolver a composição dos membros dos órgãos partidários municipal e zonais”, afirmou Lins, no pedido à Justiça.

    Outro lado – Ao bahia.ba, Gualberto afirmou que a decisão é “inócua”, já que Edvaldo Lins sequer marcou a data da eleição. “O pedido [de suspender o pleito] não tem sentido, porque ele não marcou. Ele teria que publicar um edital sobre a eleição dez dias antes e não fez”, afirmou.

    Segundo o deputado, Lins teria que ter pedido aos diretórios nacional e estadual para não ter eleição, já que foi eleito em maio deste ano. No entanto, o presidente do PSDB de Salvador só solicitou à estadual. “Houve muita falha na eleição e entendemos que deveria ocorrer outra”, ressaltou.

    Gualberto afirmou que não irá recorrer de decisão, porque não “tem absolutamente nada a fazer” e salientou que o caso deve ser resolvido internamente no Diretório Municipal do PSDB da capital baiana, que sempre foi ligado ao ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy.