Justiça suspende nomeação de brancos que usaram cotas no Itamaraty

    MPF fez dois pedidos para serem atendidos de imediato: a suspensão dos que utilizaram as cotas indevidamente e a nomeação de outros candidatos, negros, no lugar

    Foto: Wikimedia Commons

    O juiz Ed Lyra Leal, da 22ª Vara Federal de Brasília, proibiu o Ministério das Relações Exteriores (MRE) de nomear, dar posse ou oferecer curso de formação a seis pessoas que passaram em concurso público para diplomata por meio de cotas. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, eles não são negros e foram inscritos indevidamente.

    De acordo com o jornal O Globo, o MPF fez dois pedidos para serem atendidos de imediato: a suspensão dos que utilizaram as cotas indevidamente e a nomeação de outros candidatos, negros, no lugar. O juiz, porém, atendeu apenas à primeira solicitação.

    “Destarte, conquanto medida indesejável, faz-se necessária a suspensão dos atos subsequentes do certame em face dos candidatos sobre os quais subsiste dúvida acerca da qualificação legal para fins da ação afirmativa”, decidiu o magistrado.