Kiki Bispo celebra federação União Brasil-PP: ‘Tendência é sair do governo’

    O vereador também destacou a importância da federação para a Bahia

    Foto: Ingrid Correia / bahia.ba

    O líder do governo na Câmara de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil), comemorou em entrevista ao bahia.ba, nesta segunda-feira (18), a formalização da federação entre seu partido e o Progressistas (PP), prevista para esta terça-feira (19).

    “Vai ser uma ação extremamente positiva. Com certeza, a união do União Brasil com o PP vai fortalecer ainda mais o nosso grupo, que é fundamental para uma eleição difícil que teremos no ano que vem. E nesse momento, sobretudo o centro e a direita buscam novos nomes, alternativas para que possamos estar fortalecidos no próximo ano”, pontuou o edil.

    O vereador também destacou a importância da federação para a Bahia. “Nada melhor do que, nesse momento, fazermos essa junção de dois grandes partidos nacionais, para que possamos ter ainda mais força aqui no estado.”

    Questionado sobre a possibilidade de PP e União Brasil deixarem a base do governo Lula após a federação, Kiki Bispo avaliou a situação como ‘já esperado’.

    “Olha, é uma tendência, né? Eu acho que o desgaste do governo federal não está só no Congresso, está no país inteiro. Naturalmente, o Congresso, por ser uma casa de leis e representativa tanto do povo quanto dos estados, com o Senado Federal — acaba sendo uma caixa de ressonância da sociedade brasileira”, finalizou ele.

    Entenda a federação

    s presidentes nacionais das siglas, Antônio de Rueda e Ciro Nogueira, marcaram para o dia 19 de agosto as convenções partidárias que devem aprovar o estatuto da nova federação, entre outros temas relacionados à sua organização.

    As reuniões ocorrerão simultaneamente em Brasília e vão consolidar a união entre duas das maiores bancadas do Congresso Nacional.

    A expectativa é que a federação fortaleça a presença das legendas tanto nas eleições municipais de 2026 quanto na articulação política em nível federal.

    Com o arranjo, União Brasil e PP devem ampliar o acesso ao fundo partidário, ao tempo de rádio e TV e ao poder de influência sobre os palanques estaduais.

    A movimentação também pode redefinir o posicionamento das siglas diante do governo federal.